CONVERSOR PARA ENERGIA DE ONDAS OCEÂNICAS TUMA - CEOOT

Generalidades

As ondas oceânicas possuem uma enorme energia que pode ser utilizada economicamente para várias finalidades inclusive a geração de energia elétrica. Apesar da enorme costa marítima brasileira, esta energia não é utilizada no País. Entretanto existem no mundo instalações de conversão desta energia em funcionamento e um crescente número de projetos em instalação e várias pesquisas em desenvolvimento.

A taxa de energia pode ser dada em Kw/m de frente de onda e os valores variam entre 7 a 100Kw/m. Na costa brasileira encontramos taxas variando entre 13Kw/m no nordeste até 25Kw/m de onda no Sul. O desafio é conseguir gerar energia ao custo competitivo com energia de origem hidroelétrica convencional.

A energia das ondas com algum investimento pode se tornar uma realidade competitiva na matriz energética brasileira pois é muito menos variável que a energia eólica cujo uso tem sido bastante incrementado no Brasil. Por ser uma fonte limpa e renovável de energia é uma opção muito competitiva do ponto de vista ecológico além de ser muito menos impactante, sob o aspecto visual, que o aproveitamento eólico ou das centrais termelétricas.

O que é o CEOOT?

CEOOT – Conversor para Energia das Ondas Oceânicas Tuma é um projeto que vem sendo desenvolvido pela TUMA Instalações, a partir de uma tecnologia própria com pedido de patente depositado no INPI.

O projeto está recebendo o apoio de três entidades de pesquisa que se interessaram a trabalhar no seu desenvolvimento: a COPPE – UFRJ, Escola de Engenharia da UFMG e CDTN – Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear - MCT



Princípio de Funcionamento do CEOOT

O processo de conversão usa como fluido de trabalho a água doce que se movimenta durante o processo em circuito fechado. O processo se inicia a partir de um tanque atmosférico que é abastecido com água que irá ser recirculada. A água é aspirada por vários dispositivos que denominamos bombas alternativas de duplo efeito e que são instaladas na posição vertical.

Os êmbolos movimentam para cima e para baixo no interior dos cilindros das bombas, impulsionados por eixos que estão acoplados a blocos flutuantes que por sua vez recebem a energia das ondas. O deslocamento do êmbolo tende a ser igual a amplitude da onda média. As extremidades, inferior e superior, dos cilindros são acopladas, cada uma, à tubulação de sucção e tubulação de descarga, ambas dotadas de válvulas de retenção que permitirão o fluxo em apenas um sentido.

A tubulação de sucção é ligada ao reservatório atmosférico e alimenta a
bomba com água vinda deste. A tubulação de descarga transporta a água para um reservatório de alta pressão. Uma segunda tubulação de alta pressão transporta a água até uma turbina hidráulica tipo Pelton ou Francis que está acoplada a um gerador de energia elétrica.
 

Ainda na tubulação de alta pressão é instalada uma válvula que regula o fluxo de água para a turbina.

O tanque de alta pressão tem dupla função, acumulação e regulação de vazão, de forma a permitir a turbina trabalhar de forma homogênea e como se estivesse sendo alimentada por água represada em uma barragem de uma instalação hidroelétrica convencional.

A pressão de estabilização do reservatório de alta pressão será determinada pela relação do peso dos blocos flutuadores e a área do êmbolo da bomba e limitada pela resistência dos materiais empregados para circulação da água.

Empresas Tuma que fornecem estes produtos e serviços:

Tuma Instalações