CENTRAIS
MODULARES DE CO-GERAÇÃO
UMA ALTERNATIVA COMPETITIVA
A SER EXPLORADA
A matriz de geração
de energia elétrica
no Brasil está
fortemente ancorada na
geração
hidrelétrica.
A engenharia brasileira
desenvolveu, nos últimos
50 anos, uma tecnologia
que permitiu muito bem
aproveitar a energia de
nossos rios construindo
grandes barragens, formando
lagos artificiais e implantando
centrais hidrelétricas
o que disponibilizou uma
energia elétrica
para o crescimento e desenvolvimento
do País sem depender
do Petróleo.
Hoje, entretanto, novos
aproveitamentos hidrelétricos,
econômica e ecologicamente
viáveis estão
cada vez mais distantes
e escassos.
Não há como
evitar que nos próximos
anos o Brasil venha a
depender de forma crescente
da geração
termelétrica para
sustentar seu desenvolvimento.
Paralelamente ao aumento
da demanda, dois grandes
desafios se apresentam:
Reduzir as grandes perdas
de energia nas linhas
de transmissão
que estão cada
vez mais extensas; e aumentar
a confiabilidade do sistema,
reduzindo a probabilidade
de quedas em cascata das
linhas de transmissão,
que trazem os apagões,
com os já conhecidos
e enormes prejuízos
econômicos e de
segurança para
a sociedade.
As grandes centrais termelétricas,
que foram implantadas
dentro do plano de energia
emergencial, constituem
uma parte da solução
do problema e apesar de
críticas quanto
ao seu custo para a sociedade,
deverão, com o
tempo, justificar sua
necessidade.
O aumento das reservas
confirmadas de Gás
Natural - GN no Brasil
abre novos horizontes
para a geração
termelétrica, primeiro
pelo custo inferior ao
diesel e segundo porque
diferentemente do petróleo,
o GN não é
uma commodity com preços
flutuando fortemente no
mercado mundial e sem
controle interno.
Existe uma proteção
natural que direciona
o aproveitamento do Gás
Natural - GN a pontos
próximos das jazidas
onde são encontrados.
Hoje a forma mais econômica
para transportá-lo,
pelos oceanos, de um continente
para outro, é através
do resfriamento à
temperatura de - 176o
C, situação
na qual ele se liquefaz.
O custo de navios criogênicos
é muito elevado
e a energia necessária
para operar estes navios
consume boa parte do gás
natural liquefeito - GNL
que está sendo
transportado.
Para transporte do GN
em terra a tecnologia
disponível de gasodutos
tem se mostrado economicamente
viável e muito
mais confiável
e menos sujeita a panes
que a linhas de transmissão
de eletricidade, quer
seja por vandalismo ou
condições
meteorológicas.
Outro fato relevante é
que as reservas brasileiras
de GN, tanto em terra,
no Rio Grande do Norte
e no Amazonas, quanto
no mar, na plataforma
continental de Campos
e Santos, estão
muito próximas
dos grandes centros de
consumo de energia e sua
utilização
na geração
de energia elétrica
permite o aumento de oferta
sem necessidade de grandes
investimentos em linhas
de transmissão.
A
GERAÇÃO DISTRIBUIDA
ATRAVÉS DE CENTRAIS
TERMELÉTICAS MOVIDAS
A GN.
Esta é a grande
alternativa para geração
distribuída no Brasil.
É mais econômico
levar o gasoduto e gerar
energia próximo dos
centros de consumo desta
forma eliminando as linhas
de transmissão e
os riscos de interrupção
de fornecimento de energia
por descargas atmosféricas
e incêndios florestais,
disponibilizando a energia
elétrica praticamente
nas redes de distribuição
locais.
Já existe uma demanda
da sociedade pela ampliação
das redes de gasodutos para
disponibilizar o GN para
parcelas crescentes da população.
Hoje o GN constituí
um importante fator de competitividade
para a indústria;
há uma demanda crescente
pelo Gás Natural
Veicular - GNV, tanto pelas
suas vantagens econômicas
como pela contribuição
ecológica para a
despoluição
dos Centros Urbanos, substituindo
a gasolina e principalmente
o óleo diesel; alem
de ser cobiçado pelo
comércio e pelas
donas de casa como substituto
econômico do GLP.
Dentro deste cenário,
onde a expansão dos
gasodutos é inevitável,
a instalação
das termelétricas
ao usarem o GN de forma
intensiva, e sendo implantadas
em pontos estratégicos
passam a ser um importante
agente no aumento da densidade
de consumo, viabilizando
economicamente implantação
de gasodutos que seriam
ante econômicos caso
tivessem que ser amortizados
somente com a demanda de
GNV ou comercial. Dentro
de um planejamento estratégico
o custo do gasoduto para
atender uma Central Termelétrica
seria rateado entre todos
os tipos de demandas de
GN viabilizadas com a extensão
da rede.
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